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Triunvirato de escolhas

por PAS, em 11.05.11

Em tempos, década de 1930, houve um individuo de nome Paul von Hindenburg, que criou o ministério da propaganda aquando a tomada de posse do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores. Joseph Goebbels, responsável pelos desígnios deste ministério, terá sido um excelente professor do actual Partido Socialista pois a forma como controlam e manipulam a informação/cultura é tão preocupante que emite um sinal de estranha adoração pela figura de quem lidera o Partido Socialista, ao ponto de tudo o que diz se transformar em verdade absoluta e absurda, ou na sombra da dúvida se prestar à reinterpretação.

Todos os dias somos confrontados com a presença de um ou mais representantes, nas nossas televisões, rádios, ou jornais, a vender terrorismo político, numa clara tentativa de enunciar a oposição ao conglomerado de mal intencionada, e vestir a mesma de inimigo do povo.

Este comportamento não seria de todo preocupante se a história das sondagens não contasse um crescimento, em todos os pontos indecifrável, nas intenções de voto dos mesmos indivíduos que conseguiram colocar Portugal numa das piores situações de que há memória.

Não seria preocupante se um dos nomes enunciados, como candidato à vitória nas legislativas, não fosse o mesmo do individuo que mente compulsivamente ao seu povo, que afirma arrogantemente que não precisa de ajuda externa, que não se dispõe a governar com esta e dias depois está a chamar um triunvirato de auxílio e a clamar ser o melhor intérprete para liderar os desígnios do povo.

Não, não seria preocupante se o povo português ao invés de beber as palavras de certos intervenientes, de quem se espera uma postura de estadista e elevação e se produzem quais galãs de novela de horário nobre, se mobilizasse no sentido de conhecer a realidade por trás das palavras. Que ao invés de abraçarem partidos quais clubes desportivos, almejando apenas vitórias sem se preocuparem com o conteúdo formal dos mesmos, se preocupem em defender as suas famílias e interesses.

A retórica não alimenta. Agora o conhecimento pode ser o signo da salvação e superação.

Não me preocuparia com o futuro do meu país se encontrasse em cada português eleitor, um português interessado e empenhado em encontrar no leque que se apresenta a sufrágio a solução para a nação e por conseguinte para si.

Por ora preocupo-me e muito. Lembro os alemães, desenvoltos, seduzidos e fascinados por uma retórica deturpada e esquizofrénica de loucos, e penso se eles pecaram como irá este meu povo superar a propaganda?

Resta-me esperar que, dia 5 de Junho, um qualquer génio sirva a consciência global de um discernimento superior ao lixo a que foi exposta.

Porque por estes dias, meses e anos, Portugal é deveras preocupante.

 

PAS

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