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espreitas pela porta tímido
e procuras o olhar de quem chama.
arriscas um pequeno ruído,
um bom dia, um pedido contido,
na certeza do retorno
de um carinho de quem ama.

hoje, na solidão do estar,
sou eu quem atravessa o umbral
quem indaga pela brandura do teu olhar,
procura que o destino devolve
sob a forma de um vazio sepulcral.

numa tarde de Verão foste...
numa tarde de Verão ficaste.

PAS

“Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas do Amor se eternizassem.”

Sophia de Mello Breyner Andresen

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De Anónimo a 11.08.2008 às 18:33

para sempre...para sempre

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