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Christmas Carol

por PAS, em 22.12.10

 

 

 

 

 

Queridos elos (Família, amigos, alguns conhecidos e certos desconhecidos),

 

 

Mais uma vez chega o momento em que a aura da época festiva se alia à índole de quem vos escreve, o sentimento não é exclusivamente natalício, há algumas mágoas, ora por razões pessoais, ora por motivos existenciais – ainda não acredito que o Steven Hawking afirmou que Deus não criou o Universo e as estrelas – mas deixemos as estrelas para os três indivíduos de capa e rumo a Jerusalém.

Como dizia a simbiose reforma-se e através de um gesto caligrafado apresta-se a acarinhar aqueles que sentem o Natal como despiste de todas as mágoas e o encontro com a fortuna dos que mais os querem; ou tão simplesmente para acicatar os ânimos agnósticos e “grinchianos” que reconhecem o Natal como veículo de consumismo, e anedotas sentimentalistas de todos os provincianos mentais.

A qualquer dos grupos deste parlamento desejo um dia feliz, com ou sem bolas decorativas, com ou sem presentes embrulhados de dobras perfeitas e laços esculpidos, com ou sem mesas de festa, bolos de chocolate, fatias douradas, mousses, frutos secos e sonhos... sonhos, com ou sem sonhos.

 

Pois deixem-me contar o que vejo no Natal.

Uma janela, salpicada de pontos brancos tão perfeitos que se assemelham a neve artificial, mas não, aquele quadro antagónico, de expressionismo minimal é de neve real. No seu interior sente-se o calor que quem espia não sente, uma mesa robusta e farta, composta pela comunhão do trabalho e dedicação de todos os que a rodeiam. Conversas e gargalhadas escondem ao tempo as ausências que o destino criou.

Não há crianças no espaço, apenas promessas de uma existência e desejos, muitos desejos. É verdade que o Natal não é o mesmo sem elas, mas creio ver na face de todos os meus cúmplices um olhar de infância, cunhado pela incerteza do desfecho e a expectativa desenhada no rosto pela descoberta do objecto a seu nome: ouro, incenso e mirra.

Pois deixem-me contar o que vejo no Natal. Vejo a luz que não sinto na maior parte do ano e sinto o alento com que a juventude me baptizou regressar com perspectivas de novos tempos e novas odes. Vejo esperança.

 

Antes de saudar, agradeço a todos os que este ano me proporcionaram um pensamento, a evocação de uma memória, um sentimento, uma ocasião, como dizia René Descartes: Cogito ergo sum, “penso, logo existo”; e vocês fizeram-me viva!

 

Feliz Natal e um excelso Ano Novo. Que a vossa austeridade seja no mínimo sempre assim (palavras de um sábio avô).

 

PAS

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Alô?

por PAS, em 17.11.10

Sujaram-me hoje a face de dissimulação. Esperei, no seio da boa vontade e empatia, reservar juízos de valor e dar o benefício da dúvida a quem por repetidas vezes demonstrara não o merecer. Sob a sombra da perda e da memória de quem fora casta e diáfana ousei sonhar em descobrir a outra face de uma lua eternamente escondida na obscuridade. Pecado meu.

Sujaram-me a face de dissimulação... reservei na mente o acto e lavei a mesma face na água santa que a recordação de um anjo soube criar. E se o espinho da falsidade não me impediu de seguir o rumo que me destina, sem causar cancro na alma, já a ausência de pudor sobre a memória da mesma santa finca-se-me repetidamente no âmago, qual exercício repetido de uma navalha, de desonestidade e avareza, contra a forma da inocência. Pecado meu?

Sujaram-me a face, e por mais que a lave no esoterismo da minha crença, sinto-a marcada pelo desgosto e pelo desencanto. Sangue do meu sangue, pecado do meu pecado? Escrevo mil vezes uma calúnia para lutar contra o meu desamparo emocional. Sujas, lavadas, as feridas moram cá, sem argumento que oblitere o efeito cáustico e agnóstico que me circula pelas veias como veneno.

Revejo-me, qual idiota do pensamento, a tentar estudar os efeitos e pseudo-efeitos que outros contextos teriam permitido: um momento de catarse negativa, que fizesse cair uma caraça de traços tão perfeitos que me estupidificasse perante tão mor surpresa; se a triste realidade de conhecer os contornos de uma face hipócrita e permitir-me a sujeição a mais uma deselegância, a um engodo. Pecado meu concerteza.

Sujaram-me hoje a face de dissimulação e eu deixei.

 

PAS

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Ser e não ser

por PAS, em 21.10.10

Deparei-me hoje com algo que poderá muito bem ser o cúmulo do meu enredo. Gravou-se na minha consciência que talvez, quiçá, a minha condição não seja tanto um problema mas antes uma má localização geográfica; ou, talvez, quiçá, a minha existência seja tão só uma mera experiência de deslocação psicológica, transversal aos efeitos de fenómenos atmosféricos na Manas. Quiçá, talvez, seja um caso de “duo existência”, onde um estado vive no seio da vida e outro no seio da morte... uma coisa é certa, digam o que disserem da minha natalidade, ou naturalidade, mas antes de ser Portuguesa sou profundamente Norueguesa, pelo menos foi o que este excerto, de David Greig me convidou a pensar:

 

“In Norway we’re used to darkness in people’s heads. We even prefer it. Because if there is no darkness, then what in heaven’s name are you thinking about? We Norwegians think people who are happy are perhaps just a little bit above themselves, don’t you?”

 

Being Norwegian, 2007, de David Greig

 

PAS

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Confissões II

por PAS, em 11.10.10

São 3 da manhã, é domingo, véspera de aulas... todos dormem, o silêncio vagueia pela casa como que perscrutando o medo, aquele medo que me acompanha e se deita comigo, o pânico. São 3 da manhã e levanto-me, não consigo dormir. Passeio pelo corredor, sinto um nó no estômago, uma dor inexplicável no âmago. Vou até à sala, ligo a televisão, encosto-me e espero que o nó se desmanche e a dor sucumba sob a magia de uma caixa mágica, mas o par permanece, olho para o ecrã e não distingo o que vejo... era como se uma tela se interpusesse entre o meu estar e o mundo, transformando tudo obsoleto.

 

Volto ao quarto, continuam todos a dormir, respiro fundo pela enésima vez: “Também quero dormir... eu não consigo dormir!” a mensagem passa pela minha mente repetidamente, como um tatuar frenético de uma visão impotente.

Abandono novamente o quarto, avanço pelo corredor, um olhar de abandono dirige-me, sinto o desespero a instalar-se e não compreendo: “O que passa comigo?”

O meu coração anuncia a adrenalina, dou mais uma golfada de ar... e depois outra, olho indiscriminadamente para as paredes à espera de uma resposta, o meu cérebro projecta probabilidades sob probabilidades, causas e efeitos, branco só vejo branco, olho para o relógio do meu Ericsson: 5 da manhã... a dor persiste o nó resiste.... “Ahhh quem é que me ajuda? Alguém me ajude...” continuei a vaguear até à cozinha, como se andar amortecesse a loucura, exaurisse a anormalidade do meu corpo, expulsasse a comoção, mas ela manifestava-se qual partida do destino ao ritmo pautado de cada passo dado. O escuro, as sombras assumiam agora os contornos da minha instabilidade, a noite tornara-se má conselheira e o medo, o pânico alimentavam-se dela. Senti-me encurralada pela minha loucura, pela minha mortalidade, pelo ser que já não era... olhei para a janela da cozinha e pensei como seria fácil acabar com o tormento se me entregasse ao vazio. Como seria rápido vergar-me ao destino e voar para a minha morte. Uma pancada fez-se sentir no meu estômago acordando a consciência adormecida, “Meu Deus, o que é isto?” afastei-me assustada da janela e com receio da minha ausência de compostura, liguei para o único lugar que concebia outro estar: CASA

Abro a tampa do telemóvel e ligo para casa, uma voz baixa e seca responde...Papá!

O que dizer, como explicar, nada fazia sentido: “ Papá, preciso de ajuda, não me sinto bem, eu não sei o que se passa comigo, não consigo dormir e... e não me sinto bem... por favor ajuda-me! Ajudem-me...”, soava a um mau filme de terror, de discurso desgarrado, do outro lado surgiam palavras de conforto, calma e racionalidade... Percebi que era ridículo, até para mim, naquele estado, pedir ajuda ás cinco da manhã a alguém – mesmo sentindo a pressão do desejo e da consciência– que estava a 30 km de distância. Chorei sem lacrimejar, senti-me exausta sem sono, morta com vida...

Vazia de apoio, cheia de sombras e medo, assumi que a solução residia na assunção da minha fraqueza e de partilhar a mesma com aqueles que desejava que não a conhecessem. Perder-se-ia para sempre a imagem indelével, confiante e forte que semeava, erigir-se-ia uma sombra da existência, do intelecto, um retrato frágil e caduco, sem reserva de orgulho. Era a cobrança necessária para sobreviver ao assalto da minha consciência. Viveria depois deste dia até vontade em contrária de um Deus qualquer uma semi-existência.

Fui à cabeça da cama onde descansava aquela que tinha por melhor amiga, esperei uns segundos, como que a permitir uma qualquer objecção ao acto, e acordei-a.

 

Neste minuto morreu parte de mim, sobrevivendo para memória futura uns resquícios de estar, qual nostalgia comportamental, a fazer lembrar o que fora e a não deixar esquecer o que era.

 

PAS

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Ensaio

por PAS, em 23.08.10

Faz muito tempo desde que sinto uma angústia tão exorcizante sem que lhe esteja inerente motivos pessoais. Sinto um rebuliço no estômago, um aperto no peito, a respiração entrecortada, uma revolta... ah uma revolta!,  camuflada pela necessidade de manter diante de meus pares a compostura que a sociedade exige! A mesma sociedade que evoca em mim estes demónios.


Para aqueles que como eu, sucumbem ao desânimo por doença de espírito é infinitamente doloroso viver num país que perdura no caos. Visto este hábito todos os dias, querendo sem poder, tentando sem fazer... é uma utopia degradante que se ajusta apenas e somente a um povo velho e cansado... não, exausto! Fumigado pelo fumo criado pelas constantes promessas de um sonho que apenas assume contornos de pesadelo e que se vai montando qual puzzle a cada anno domini.


A ambição que faz de outros a vanguarda e o futuro, resume-se, neste país de muita semântica e pouco lavor, a um simples desejo de no final do mês ter a habilidade de cobrir as dívidas que a própria existência produziu. Um povo prostrado a cobrir as exigências de um mundo capitalizado, onde o dinheiro dita a lei vida.


Sou leitora e escritora de narrativas criticas e ditames, e estou cansada! Neste país de horizontes curtos e mentalidades moldadas à estagnação e à subserviência, onde somente dedos se erguem em acusação, o tempo passa e nada acontece. Caem ideais, fingem-se estares, morrem projecções, nascem mentiras... tudo escrito, tudo acusado, e nada feito. Critica-se depois a chico-espertiçe daqueles que na apatia fazem por viver a vida sobre parâmetros diferentes daqueles estabelecidos mas irreconhecíveis. São tão só reproduções de uma sociedade em decadência de valores e existência.


Numa terra sem Rei nem Roque, somos como peões dados a comer para que aqueles mascarados de rainha e súbditos subtraíam os últimos resquícios de riqueza moral e histórica, vendendo depois cópias corrompidas pelo amor à pátria e sentido de estado... Sou o espelho desta república e reprovo tudo nela! Os maneirismos, a critica, a hipocrisia, a farsa escondida por trás de ideologias e demagogias que representam nada mais que areia para os olhos daqueles que não o sabem. Os socialismos ignóbeis, a pseudo-democracia, a liberdade fingida, a celeuma comunista, que mais não é que um parasita entranhado num momento de fraqueza do homem e da lógica, que por razões meramente masoquistas perdura. O liberalismo... esse golpe de vista a querer fingir aos ingénuos uma liberdade impossível de concretizar. Ah... houvesse uma borracha cósmica... houvesse uma pena incauta, capaz de reescrever a humanidade sob o signo da própria existência. Seria diferente? Somos nós uma espécie imberbe sem noções claras sobre o nosso papel no universo, qual criança mimada ego centrista, preocupada somente na visão unitária das coisas?, Ou seremos nós uma espécie velha e decadente, oca de valores, sem sentido de existência, morta pela soberania depravada e ambição desmesurada?


Sou o espelho da minha república, quero fazer e não faço, vivo na mentira e omito, acuso a sombra de quem sei culpado, vejo fugir a moral e não agarro. Sou o espelho da minha república, fraca, triste e prostrada... uma amostra de pátria. Portugal, que futuro nos separa?

 

PAS

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Nouvelle nouveau? nem por isso

por PAS, em 18.01.09

depois de uma temporada pérfida, em que a vida – essa traidora – revelou o seu perfume sarcástico, regresso comiserada mas fortalecida pela crescente inspiração que o quotidiano me entrega.
nada como uma dose de drama para fazer regressar da dormência o espírito lírico de qualquer um… e não há maior deleite que aquele produzido pela vingança surda do rascunhar de letras no papel. ámen à arte de escrever.
claro que nem sempre a inspiração surge ao ritmo do espírito, ás vezes o desespero é maior que a ciência e as palavras escasseiam. espero neste terceiro ano de pseudo-blogger escrever mais espírito e menos desespero, entre muitas outras esperanças esta soa-me particularmente fútil… a todos os chewies um obrigado por me lerem.

PAS

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Ramadão e razão

por PAS, em 06.10.08

A propósito disto:

não é uma preocupação recente, de facto é quase tão antiga quanto a preconizada queda do capitalismo sobre a mão dos súbditos de Alah.
o recente período do Ramadão veio confirmar uma vez mais os índices de crescimento de população muçulmana na Europa. certos indivíduos de mente excessivamente aberta, tendem a justificar esta migração de mentalidade com o argumento da cognição, a aquisição de conhecimento (que conhecimento pergunto eu!), passo a explicar: a aproximação dos povos deve ser feita através da empatia, esta, neste caso, manifesta-se sob a forma de adopção dos princípios religiosos. ora eu, que nunca fui muito de empatias, talvez por ter uma mente fechada (para evitar estar exposta a viroses comportamentais), justifico esta mutação com o medo.
sinto o medo crescer entre a população ocidental, ao ponto de se contrariar a tendência natural de caminharmos rumo ao agnosticismo e aderirmos a causas de cariz medieval... é a velha conversa do se não podes vencê-los junta-te a eles mesmo que isso signifique o retrocesso da civilização ocidental.
sou adepta do liberalismo, cada um deve ser livre de ser, mas suspeito sempre de actos que são contra-natura e que gritam socorro a cada gesto.
para quando a imposição de uma indumentária para as mulheres, de um código de conduta, da ascensão dos homens à sua posição de machos dominantes. por Alah espero não estar cá para ver.

PAS

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O "fabuloso" caso da descrença

por PAS, em 26.08.08

a natureza humana é de desconfiança. é natural ou artificial – deixo isso para os iluminados – olharmos com cepticismo para o que a vida, o tempo, nos traz. eu não questiono que assim o seja. a questão reside na legitimidade da descrença… enquanto uns perseguem a verdade científica qual jornada pelo Santo Graal, outros preferem mobilizar-se no sentido do ostracismo da crença. tenho inveja de quem crê, crer é sonhar e acreditar no sonho, eu não creio e choro-o. vivo no espectro da razão e da lógica, do “real” e não entendo – ou não quero entender – aqueles que fazem da propaganda contra a fé um rumo, é como marchar contra um sonho com o intuito de o matar… e o mundo anda ao desalento.
não entendo porque se há-de rebater a existência, sem verdades absolutas, só porque. não entendo a sofreguidão por uma vida sem utopias para viver somente da realidade científica. é um vazio! é cru e cruel… cruel como o incentivo à descrença.
não há Deus! não há vida! não há futuro apenas presente... o que existirá de facto? Creio que nada…enfim.

PAS

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Ecologia Mental

por PAS, em 11.07.08

vivemos hoje num estado hipocondríaco, está tudo mal... o país está mal, a conjuntura é má, a saúde é péssima, a educação de bradar aos céus, a agricultura inqualificável, o esposo/a irritantemente presente, os filhos impertinentes e mal-educados, os carros bebem demais e o dinheiro peca por escasso… enfim a eterna realidade portuguesa, o lado depressivo de um estar bipolar que cada vez menos se excita. só encontro uma solução… resmas, paletes de fluoxetina.

Ámen.

PAS

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Memoirs

por PAS, em 21.04.08

observo pela janela do meu quarto um sonho, criado entre reflexos e efeitos de luz criados pela aurora, no horizonte está uma ponte, o último portal do rio antes de acabar a jornada no oceano. a foz está pintada em tons de laranja e rosa, qual quadro de Monet. pela primeira vez observo o meu rosto entre o coito de reflexos e luz, a imagem que me chega é a de uma criança de 12 anos, de franja e cabelo cortado a direito, um rosto pintado com a inocência da idade, sublinhada pelo olhar sonhador dos verdes anos. os lábios, de um vermelho apenas possível por contraponto à tez dramaticamente branca, cantam palavras arrepiantemente familiares... clamam estas, um canto a infindáveis viagens entre Miramar e a cidade do Porto: here comes Oporto, hello Arrábida Bridge, good morning Campo Alegre, i'm comin' in.
o rosto afasta-se da janela, como que se apercebendo da solidão residente na sala, nela moram apenas sombras projectadas pelo surreal pôr-do-sol sobre meia dúzia de cadeiras. a voz de José Rodrigues dos Santos escarnece o silêncio quase poético, com mais um telejornal das oito, a criança, aquela imagem de mim na bênção da ignorância dança agora com os olhos pela sala à procura de algo que nunca encontrará... companhia.

com a clareza de um qualquer fenómeno natural, os olhos param de dançar pela divisão e estreitam-se novamente no horizonte, o sol já mal revela a sua forma. a pequena figura de mulher eleva-se da cadeira e faz dela um par, o resultado daquele gesto quase maquinal é um pequeno leito, sobre ele e ao ritmo dos últimos minutos de luz, os olhos da inocência fecham-se, com a imagem da silhueta da senhora da Arrábida, a ponte dos sonhos.
fecho os olhos e sinto-os húmidos, um vestígio desse sentimento escorre pela cútis, na janela do meu quarto já só está o meu reflexo e a saudade de ser criança, de ser inocente.
nasce um dia, morre um sonho.

PAS

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